Sabellaria alveolata (Linnaeus, 1767)

AphiaID: 130866

Barroeira

Animalia (Reino) > Annelida (Filo) > Polychaeta (Classe) > Sedentaria (Subclasse) > Canalipalpata (Infraclasse) > Sabellariidae (Familia)

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Registos OMARE: 527
Registos OBIS: 651

Descrição

Possui um corpo vermiforme, cilíndrico, com 4 regiões distintas (tórax, paratórax, abdómen e cauda);

As brânquias são filiformes e existem em grande parte do corpo, excetuando-se a região caudal que é recurvada, cilíndrica e não possui parápodes, nem sedas, nem vestígios de segmentação;

O prostómio é indistinto e localizado entre dois grossos pedúnculos com sedas típicas, largas, que são utilizadas pelos indivíduos para tapar a abertura do tubo, quando necessário, por questões de proteção (face a potenciais predadores ou, durante a maré baixa, para impedir a dessecação);

Constrói tubos de areia ou de fragmentos de conchas; esses tubos, densamente agregados, formam um padrão em favo de mel;

Podem formar recifes com vários metros de diâmetro;

Apresenta cor acastanhada.

Distribuição geográfica

Espécie com ampla distribuição, que se estende desde a Escócia, no norte, até Marrocos, no sul. Atualmente é mais abundante nas costas das Ilhas Britânicas e da França.

Foram realizados estudos sobre esta espécie em Portugal, Espanha e Itália.

Habitat

Habitat – Encontrado na zona intertidal, em áreas expostas. Prefere substratos duros em costas expostas e abertas com águas movimentadas onde a areia está disponível para construção de tubo.

Alimentação – Animal filtrador, possui estruturas filiformes que são utilizadas para capturar o seu alimento (detritos vegetais e microalgas planctónicas).  O alimento é encaminhado para a boca por ação dos cílios.

Reprodução – espécie com sexos separados, o abdómen dos machos adultos é mais esbranquiçado e o das fêmeas, rosa ou violeta. Podem ter dois períodos de desova por ano.

Esta espécie tem um ciclo de vida bentopelágico, ou seja, os adultos vivem presos ao fundo do mar, enquanto as larvas se desenvolvem na coluna de água.

 

Características identificativas

Possui um corpo vermiforme, cilíndrico, com 4 regiões distintas (tórax, paratórax, abdómen e cauda);

Apresenta cor acastanhada;

Constrói tubos de areia ou de fragmentos de conchas;

Formam recifes com um padrão em favo de mel.

Facilmente confundível com:

Estatuto de Conservação

Sinónimos

Sabella alveolata Linnaeus, 1767

Sabellaria alveolata Malmgren, 1867
Alveolaria arenosa Leach in Johnston, 1865
Amphitrite ostrearia Cuvier, 1830
Hermella alveolata (Linnaeus, 1767)
Hermella ascolata Nicol, 1950
Hermella crassissima Quatrefages, 1866
Hermella rissoi Quatrefages, 1848
Hermella savignyi Quatrefages, 1866
Sabella alveolaria Dalyell, 1853
Sabella alveolata Linnaeus, 1767
Sabellaria anglica Grube, 1848
Sabellaria crassisima Savigny in Lamarck, 1818
Sabellaria uncinata Grube, 1848
Tubipora arenosa Linnaeus, 1758
Tubipora arenosa anglica Ellis in Linnaeus, 1758

Informação Adicional

Pesquise mais sobre Sabellaria alveolata -> World Register of Marine Species (WoRMS) Encyclopedia of Life (EOL)  ~ Biorede  ~ MaRLIN ~ Marine Species Identification Portal ~Honeycomb Reef Worms

 

Referências Internacionais

Referências para o PNLN

ICN – Instituto da Conservação da Natureza (2007). Plano de Ordenamento e Gestão do Parque Natural do Norte: Fase I – Caracterização, Parte I – Descrição, Volume III – Caracterização biológica. Realizado por: DHVFBO Consultores. S.A. 88pp.

Ferreira, V. (2007). A biodiversidade das comunidades bênticas do Litoral de Esposende. Tese de Mestrado. Universidade do Minho.

Isabel Sousa Pinto, Paulo Santos, Pedro Duarte, Iacopo Bertoci, Francisco Arenas, Marcos Rubal, Marina Pereira Silva, Raquel Pinheiro Vieira, Rula Domínguez Fernández, José Peiró Crespo, Catarina Torres, Cristina Maldonado, Emília Araújo, Maria Purificación Veiga, Diogo Silva, João Nuno Franco, António Guerner, José Alberto Gonçalves, Ana Bio, Luísa Bastos (2012). Estudo de caracterização da atividade pesqueira costeira e dos seus impactes nos recursos e nas comunidades marinhas do Litoral Norte. Elaborado pelo POLIS – Laboratório de Biodiversidade Costeira para a Polis Litoral Norte S.A. através do contrato de Ajuste Direto no 241/10/PC009.

Referências para a Região Norte de Portugal (PT11)

Santos, A. M., (1994). Estudo e caracterização dos povoamentos bentónicos intertidais (substrato rochoso) do norte de Portugal. Dissertação de Mestrado em Ecologia Aplicada, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Porto.

Weber, M. (1995). Aguda, entre as marés. Fauna e flora do litoral da praia da Aguda. Edições Afrontamento.

Santos, A. M., (2000). Intertidal ecology of northern portuguese rocky shores. Dissertação de Doutoramento, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Porto.

Catita EM (2003). Projeto para a criação de uma área de proteção marinha na zona envolvente à Ínsua de Caminha. Tese de Mestrado em Ciências do Mar – Recursos Marinhos. Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto e Instituto de Investigação das Pescas e do Mar. Porto.

Referências internacionais

additional source Hartmann-Schröder, G. (1996). Annelida, Borstenwürmer, Polychaeta [Annelida, bristleworms, Polychaeta]. 2nd revised ed. The fauna of Germany and adjacent seas with their characteristics and ecology, 58. Gustav Fischer: Jena, Germany. ISBN 3-437-35038-2. 648 pp. [details]

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additional source Fauvel, P. (1911). Troisième note préliminaire sur les polychètes provenant des campagnes de l’Hirondelle et de la Princesse-Alice, ou déposées dans la Musée Océanographique de Monaco. Bulletin de l’Institut Océanographique de Monaco. 194: 1-41., available online at http://www.biodiversitylibrary.org/item/174370#page/65/mode/1up [details]

additional source Fauvel, P. (1927). Polychètes sédentaires. Addenda aux errantes, Arachiannélides, Myzostomaires. Faune de France Volume 16. Paul Lechevalier. Paris. 1-494., available online at http://www.faunedefrance.org/bibliotheque/docs/P.FAUVEL(FdeFr16)Polychetes-sendentaires.pdf [details]

additional source Hartman, Olga. (1959). Catalogue of the Polychaetous Annelids of the World. Parts 1 and 2. Allan Hancock Foundation Occasional Paper. 23: 1-628. [details]

additional source Malmgren, A.J. (1867). Annulata Polychaeta Spetsbergiæ, Grœnlandiæ, Islandiæ et Scandinaviæ. Hactenus Cognita. Ex Officina Frenckelliana, Helsingforslæ. 127 pp. & XIV plates., available online at https://doi.org/10.5962/bhl.title.13358 [details]

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additional source Lamarck, J.B.d.1812. Extrait du cours de zoologie du Muséum d’Histoire Naturelle, sur les animaux sans vertèbres; présentant la distribution et la classification de ces animaux, les caractères des principales divisions, et une simple liste des genres; a l’usage de ceux qui suivent ce cours: Paris, D’Hautel et Gabon., available online at http://www.biodiversitylibrary.org/bibliography/10431#/summary [details]

additional source Malmgren, A.J. (1867). Annulata Polychaeta Spetsbergiæ, Grœnlandiæ, Islandiæ et Scandinaviæ. Hactenus Cognita. Ex Officina Frenckelliana, Helsingforslæ. 127 pp. & XIV plates., available online at https://doi.org/10.5962/bhl.title.13358 [details]

additional source Malmgren, A.J. (1867). Annulata Polychaeta Spetsbergiæ, Grœnlandiæ, Islandiæ et Scandinaviæ. Hactenus Cognita. Ex Officina Frenckelliana, Helsingforslæ. 127 pp. & XIV plates., available online at https://doi.org/10.5962/bhl.title.13358 [details]

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additional source Malmgren, A.J. (1867). Annulata Polychaeta Spetsbergiæ, Grœnlandiæ, Islandiæ et Scandinaviæ. Hactenus Cognita. Ex Officina Frenckelliana, Helsingforslæ. 127 pp. & XIV plates., available online at https://doi.org/10.5962/bhl.title.13358 [details]

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basis of record Bellan, G. (2001). Polychaeta, in: Costello, M.J. et al. (Ed.) (2001). European register of marine species: a check-list of the marine species in Europe and a bibliography of guides to their identification. Collection Patrimoines Naturels. 50: 214-231. [details]

Última atualização: 28 Out. 2018
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