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A energia nuclear pode ser produzida através das reacções de fissão ou fusão dos átomos, durante as quais se libertam grandes quantidades de energia que podem ser utilizadas para produzir energia eléctrica.

A fissão nuclear utiliza o urânio, um mineral presente na Terra em quantidades finitas, como combustível, e consiste na partição de um núcleo pesado em dois núcleos de massa aproximadamente igual. Apesar de a quantidade de energia resultante ser bastante significativa, este processo apresenta alguns problemas de difícil resolução nomeadamente o perigo de explosão nuclear e de fugas radioactivas, a produção de resíduos radioactivos, a contaminação radioactiva e a poluição térmica. 

Em alternativa, a energia nuclear pode também ser produzida através do processo de fusão nuclear, que consiste na união de dois núcleos leves para formar outro mais pesado e com menor conteúdo energético, através do qual se libertam também grandes quantidades de energia. Este processo envolve átomos leves, como os de deutério, tritio ou o hidrogénio, que são substâncias muito abundantes na natureza. O impacto ambiental resultante do processo de fusão é muito menor, quando comparado com o da energia nuclear produzida por fissão. 

Apesar de em Portugal não existirem centrais nucleares, nós consumimos electricidade que provém delas, importada de Espanha.

O gás natural é um combustível fóssil com origem muito semelhante à do petróleo bruto, ou seja, forma-se durante milhões de anos a partir dos sedimentos de animais e plantas. Tal como o petróleo, encontra-se em jazidas subterrâneas, de onde é extraído, e a principal diferença prende-se com a possibilidade de ser usado tal como é extraído na origem, sem necessidade de refinação.

O gás natural é constituído por pequenas moléculas de carbono e hidrogénio, e a sua combustão é mais limpa do que qualquer outro derivado do petróleo, originando apenas dióxido de carbono e uma quantidade de óxidos de azoto muito inferior à que resulta da combustão da gasolina ou do fuelóleo. 

Actualmente, Portugal recebe o gás natural proveniente da Argélia através de gasoduto e, junto às zonas de consumo, o gás natural passa dos gasodutos para as redes de distribuição. Estas redes de distribuição são instaladas normalmente por debaixo dos passeios ou das bermas das estradas sendo assim distribuída junto dos consumidores.

O carvão é uma rocha orgânica com propriedades combustíveis, constituída maioritariamente por carbono. A exploração de jazidas de carvão é feita em mais de 50 países, o que contribui para que este combustível seja também o mais barato.

O principal problema da utilização do carvão prende-se com os poluentes resultantes da sua combustão, pois a sua queima conduz à formação de cinzas, dióxido de carbono, dióxidos de enxofre e óxidos de azoto, em maiores quantidades do que os produzidos na combustão dos restantes combustíveis fósseis.

O petróleo é um óleo mineral, de cor escura e cheiro forte, constituído basicamente por hidrocarbonetos. A refinação do petróleo bruto consiste na sua separação em diversos componentes e permite obter os mais variados combustíveis e matérias-primas. Os primeiros produtos obtidos são os gases butano e o propano, que são separados e comercializados individualmente. No entanto, podem também ser misturados com o etano constituindo, assim, os gases de petróleo liquefeitos (GPL).

Um dos principais objectivos das refinarias é obter a maior quantidade possível de gasolina, que é fracção mais utilizada e mais rentável do petróleo. As refinarias têm vindo a desenvolver, cada vez mais, os processos de transformação das fracções mais pesadas do petróleo bruto em gasolina e gasóleo, uma vez que todos os transportes, a nível mundial, dependem da gasolina, do jet fuel (usado pelos aviões) e do gasóleo. Estima-se que, com o actual ritmo de consumo, as reservas planetárias de petróleo se esgotem nos próximos 30 ou 40 anos.

As fontes de energia não renováveis encontram-se na natureza em quantidades limitadas e extinguem-se com a sua utilização. São exemplos de fontes de energia não renováveis os combustíveis fósseis (carvão, petróleo bruto e gás natural) e o urânio, que é a matéria-prima necessária para obter a energia resultante dos processos de fissão ou fusão nuclear. Todas estas fontes de energia têm reservas finitas, dado que é necessário muito tempo para as repor, e a sua distribuição geográfica não é homogénea, ao contrário das fontes de energia renováveis, originadas graças ao fluxo contínuo de energia proveniente da natureza.

Um dos mais graves problemas ambientais resultante do uso massivo de fontes de energia não renováveis é o chamado aumento do efeito de estufa. As instalações que utilizam combustíveis fósseis não produzem apenas energia, mas também grandes quantidades de vapor de água e de dióxido de carbono (CO2), gás que é um dos principais responsáveis pelo efeito de estufa do planeta. Por outro lado, são ainda emitidos para a atmosfera outros gases nocivos como os óxidos de azoto (NOx), de enxofre (SO2) e os hidrocarbonetos (HC), que provocam uma série de modificações ambientais graves e cuja concentração na atmosfera causa a poluição das cidades, a formação de chuvas ácidas, de névoa (denominada smog fotoquímico), o aumento do efeito de estufa do planeta e concentrações elevadas de ozono troposférico.

 

I. Petróleo

II. Carvão

III. Gás Natural

IV. Energia Nuclear

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